| A cera de Carnaúba é um produto natural obtido pelo o processamento do pó cerífero bruto, exudado nas palhas da palmeira do mesmo nome, cujo nome latino é Copernicia prunifera M.
A palmeira forma essa película cerosa recobrindo as suas palhas para protege-las contra a desidratação provocada pela intensidade do calor solar na área geográfica onde essa planta é nativa. Após o seu corte, as palhas são postas a secar ao sol, em lastros improvisados sobre o terreno, e, ao secarem, as palhas apresentam lâminas de material cerífero que são separadas das palhas por meio de batição mecânica. Variando de acordo com o nível técnico do processador desse pó para a produção da cera sólida, esse pó bruto é submetido a diferentes operações de derretimento, filtração e branqueio químico, quando for este o caso. No processo de secagem, todavia, o vento carrega uma parte do pó cerífero e deposita nas palhas, antes da batição mecânica, muitas impurezas, normalmente argilas do terreno dos lastros. Uma tentativa de melhoria desta etapa da produção está em curso, em continuação a uma proposta feita pelas nossas empresas, para a adoção de estufas dotadas de cobertura e laterais construídas em material plástico transparente (projeto disponível mediante solicitação).
A generalização do uso dessas estufas, entretanto, demandará tempo.
Entre 60 e 90 palhas são cortadas por palmeira a
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cada ano e cerca de 4.600.000.000 (quatro bilhões e seiscentas milhões) de palhas são cortadas a cada ano, secadas e batidas, produzindo o pó bruto a ser processado nos diversos tipos de cera conhecidos no mercado – tipos 1, 2, 3 e 4.
A produção no último decênio cresceu a uma média estimada de 8% ao ano e é hoje de cerca de vinte mil toneladas anuais, havendo um mercado até aqui, demandante do produto. As palhas secas e batidas não tiveram até agora um aproveitamento maior, sendo usadas para cobertura do solo em culturas agrícolas, de modo a preservar a umidade do solo e, pela sua decomposição lenta e gradual, impregnar nutrientes ao solo.
São cortadas palhas da fronte da palmeira – chamadas de olhos – e do restante da copa. As primeiras ainda estão fechadas e o pó que elas produzem resulta em uma cera naturalmente amarela. As palhas da copa, já maduras, em forma de leques, produzem a cera parda e pelo refino a cera parda clara. O processo de refino compreende, muitas vezes, numerosas etapas de filtração para adequar a cera ao tipo desejado.
De acordo com o grau de pureza, a cor, e o processo de produção adotado, há diferentes tipos de ceras de carnaúba conhecidos no mercado, e alguns tipos especiais que se destacam, por suas características, dos tipos usuais do mercado. |